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Olinda da Terra de Santa Cruz

erguida pelos filhos do mar

navegantes do passado

que da Europa vieram

e nunca quiseram voltar.


Pedaço do meu Pernambuco

Do maracatu, mameluco

Do carnaval, cantador

Dos poetas das ladeiras

Da quarta-feira de cinzas

Da sexta-feira de amor.


No topo do Alto da Sé

reina a beleza do Atlântico

banhado pelo luar.

Ao longe às luzes do Recife

e as correntezas do tempo

sempre insistindo em passar.


Terra de colônia e fé

dos casarões coloridos

de verde, azul e calor

dos dias cheios de história

das noites bêbadas de amor.


Em minhas lembranças eu guardo

a saudade que na memória estancou.

Dos bonecos nas ladeiras

como santos num andor.

Olinda de um só tempo

que ainda não passou.


28/08/2011 | 4 sensações |

4 sensações:

  1. Alan Félix
    29 de agosto de 2011 01:41

    Adoro esse Estado mesmo tendo atrito com a Bahia. Já escrevi um poema sobre Olinda sem nunca ter ido em Olinda. Já escrevi um poema de Olinda para uma linda menina da Casa Caiada.

    Inspirador seu poema e desbravador.

  1. Paulo Vitor Cruz
    29 de agosto de 2011 09:08

    Olinda combina demais com poesia... parabéns, cara.
    ah, curti o visual novo do blog...

    *feliz semana

    abraço grande.

  1. Vital
    29 de agosto de 2011 14:50

    porque é sempre bom de tempos em tempos se voltar de novo pra poesia que a gente não desiste nunca. muito bom fagner.
    abraços

  1. Anthony Dostoiévski
    29 de agosto de 2011 19:45

    Tenho uma tia que mora em Olinda, já passei por lá uma vez. Morava ali do lado, Sousa na PB.

    Esse nordeste tão cheio de maravilhas, onde se tem uma cidade que se exalta a beleza..Ó LINDA terra nordestina.

    Braço e bom texto

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