Olinda da Terra de Santa Cruz
erguida pelos filhos do mar
navegantes do passado
que da Europa vieram
e nunca quiseram voltar.
Pedaço do meu Pernambuco
Do maracatu, mameluco
Do carnaval, cantador
Dos poetas das ladeiras
Da quarta-feira de cinzas
Da sexta-feira de amor.
No topo do Alto da Sé
reina a beleza do Atlântico
banhado pelo luar.
Ao longe às luzes do Recife
e as correntezas do tempo
sempre insistindo em passar.
Terra de colônia e fé
dos casarões coloridos
de verde, azul e calor
dos dias cheios de história
das noites bêbadas de amor.
Em minhas lembranças eu guardo
a saudade que na memória estancou.
Dos bonecos nas ladeiras
como santos num andor.
Olinda de um só tempo
que ainda não passou.


29 de agosto de 2011 01:41
Adoro esse Estado mesmo tendo atrito com a Bahia. Já escrevi um poema sobre Olinda sem nunca ter ido em Olinda. Já escrevi um poema de Olinda para uma linda menina da Casa Caiada.
Inspirador seu poema e desbravador.