Vou escrever em ecos a poesia dos outros
amores, verdades, canção, consolação.
E esquecer de lembrar que a minha já não está
Já não diz, ou dizia... é preciso dizer com poesia?
Se eu ao menos sentisse tudo o que eu poderia...
Nessa terra difícil onde sobejam penas
o amor faz nascer na aurora mais pequena
aquela densa felicidade que o dia levantou
qualquer maneira de amor vale a pena
qualquer maneira de amar é amor.
Que seja infinito enquanto dure
me faz lembrar da Teoria do Caos
que seja maior que um amor de carnaval
que passa como passou o vento
menina branca de neve, me leve no esquecimento.
Meu Deus do Céu, eu não tenho nada a dizer.
e não falar é o mesmo que não ser.
O que no fundo dessas causas e efeitos
entre tantos entremeios dessa nossa vida cão
pode vir a ser inspiração?
Um cidadão parado correndo na contra-mão
com os filhos nas costas e o asfalto no chão
trazendo de volta a revolta dessa sua condição
de não ser parte de uma vida de arte em um mercado de nãos.
Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir,
Deus lhe pague.
E não consigo lembrar de escrever de outro jeito
nessa vida sempre igual, igual tema é o meu defeito.
A dor do outro e a minha própria
O amor de fato e o de ilusão, a causa perdida
a vida perdida e gente perdida e a redenção.
De tantas palavras lembradas, escritas no coração
da poesia do outro e da sua inspiração
espero poder revivê-las dessa singela maneira
nessa incansável intenção de ver mais poesia na vida
menos verdades ditas, mais verdades sentidas, nessa eterna construção.
Eu sonhava, como a feia da vitrine. Como carta que se assina em vão.
Notas do autor: Com trechos (linhas em itálico) de Caetano Veloso, Vinicius de Morais, Ferreira Gullar, Clarice Lispector, Chico Barque e Oswaldo Montenegro.
amores, verdades, canção, consolação.
E esquecer de lembrar que a minha já não está
Já não diz, ou dizia... é preciso dizer com poesia?
Se eu ao menos sentisse tudo o que eu poderia...
Nessa terra difícil onde sobejam penas
o amor faz nascer na aurora mais pequena
aquela densa felicidade que o dia levantou
qualquer maneira de amor vale a pena
qualquer maneira de amar é amor.
Que seja infinito enquanto dure
me faz lembrar da Teoria do Caos
que seja maior que um amor de carnaval
que passa como passou o vento
menina branca de neve, me leve no esquecimento.
Meu Deus do Céu, eu não tenho nada a dizer.
e não falar é o mesmo que não ser.
O que no fundo dessas causas e efeitos
entre tantos entremeios dessa nossa vida cão
pode vir a ser inspiração?
Um cidadão parado correndo na contra-mão
com os filhos nas costas e o asfalto no chão
trazendo de volta a revolta dessa sua condição
de não ser parte de uma vida de arte em um mercado de nãos.
Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir,
Deus lhe pague.
E não consigo lembrar de escrever de outro jeito
nessa vida sempre igual, igual tema é o meu defeito.
A dor do outro e a minha própria
O amor de fato e o de ilusão, a causa perdida
a vida perdida e gente perdida e a redenção.
De tantas palavras lembradas, escritas no coração
da poesia do outro e da sua inspiração
espero poder revivê-las dessa singela maneira
nessa incansável intenção de ver mais poesia na vida
menos verdades ditas, mais verdades sentidas, nessa eterna construção.
Eu sonhava, como a feia da vitrine. Como carta que se assina em vão.
Notas do autor: Com trechos (linhas em itálico) de Caetano Veloso, Vinicius de Morais, Ferreira Gullar, Clarice Lispector, Chico Barque e Oswaldo Montenegro.


29 de outubro de 2011 17:46
a construção ficou incrível, cara... fiquei lendo e relendo por horas aqui...
*feliz final de semana...
abraço grande.