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Criança em mim acorda
vai brincar na rua, solta
vai molhar a tua roupa
na chuva de inverno e verão.

Chama teus amigos depois da janta
para o pique-esconde
se pergunta onde aquela estrela está
e olha para ela toda amarela lá no céu reinar.

Sonha se esconder lá na estrela
para o teu amigo não te achar
depois conta até um milhão
e volta da estrela até o chão.

Criança, brincadeira não faz mal a ninguém
corre na calçada, joga uma pelada
brinca com o que tem, a festa é tão tua
como de quem vem brincar também.

Criança usa a máscara de coelhinho
seja bonzinho, espere o papai Noel
no Natal ele vem te trazer um castelo
um dragão amarelo e um ano novinho também.

Minha criança, eu digo
teu amigo invisível nunca vai te deixar
vai secar o teu choro, teu parceiro será
te ouvindo com atenção e te guardando ao deitar.

Criança em mim retorna
para mais que um breve despertar
chora com medo do trovão, sonha com nuvens de algodão
porque o mundo de então, não te permite sonhar.
12/10/2011 | 1 sensações |

1 sensações:

  1. Alan Félix
    16 de outubro de 2011 15:49

    Thiago, o poema me fez pensar que a infância anda sendo roubada a cada dia, as brincadeiras, a inocência, todos esses elementos que marcam a infância é hoje esquecida em detrenimento de outros valores perigosos.

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